Dúvidas comuns

Existe indústria da multa?
Não, pois só é multado quem comete uma infração de trânsito. Quem respeita a legislação não recebe multa. De acordo com dados da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), dos 40 milhões de motoristas brasileiros, apenas 80 mil já cometeram infração de trânsito. Experiência no Brasil, citado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como modelo mundial no uso de equipamentos de fiscalização eletrônica, revela que apenas 2% dos motoristas que passam pelos equipamentos de controle de velocidade cometem infração. São os chamados condutores contumazes.

A população desaprova a fiscalização eletrônica?
Pelo contrário, é comum a solicitação de equipamentos por comunidades. E uma pesquisa realizada pelo IBOPE em parceria com a Abramcet em 2002 mostra que 84% da população é a favor da fiscalização eletrônica. A instalação de equipamentos de fiscalização é mal vista apenas por uma parcela pequena da população, aquela que geralmente desrespeita a legislação de trânsito, os condutores contumazes.

Quem e como é escolhido o local de implantação do equipamento?
Cada ponto de instalação dos equipamentos é obrigatoriamente definido pelo Órgão Executivo de Trânsito (Resolução 396/11), que considera características como: volume de tráfego de veículos e pedestres; velocidade média dos veículos; número de acidentes; condições especiais de perigo: trânsito intenso de pedestres, ladeiras acentuadas, curvas fechadas, pontes etc.
A partir desses dados, a Autoridade de Trânsito determina o modelo de equipamento e a velocidade a ser regulamentada no trecho.

Moto não é multada nos radares
Sim e não. Os equipamentos mais atuais já oferecem tecnologia opcional, que é capaz de captar infrações cometidas por motociclistas.

Por que normalmente a velocidade da lombada eletrônica é mais baixa que a do restante da via?
Este equipamento tem sido muito usado em áreas de grande circulação de pedestres e aí a baixa velocidade se faz necessária, pois quanto maior a velocidade do veículo, maior a gravidade do acidente. Estudo do Departamento de Tráfego Britânico demonstra que em um acidente a 32km/h, 5% dos pedestres atingidos morrem, 65% sofrem lesões e 30% saem ilesos. Se o veículo estiver a 48km/h, 45% morrem, 50% sofrem lesões e 5% sobrevivem. Já num acidente em que a velocidade é de 64km/h, 85% dos pedestres morrem e os outros 15% sofrem lesões.

Como o cidadão pode ter certeza que não foi multado injustamente?
Os equipamentos da Perkons são aferidos regularmente pelo Inmetro. Além disso, pela Resolução 396 do Contran, há uma tolerância de até 7 km/h para velocidades menores que 100 km/h e varia para velocidades acima de 100km/h, conforme tabela do Anexo II. Sendo assim, se eu estiver trafegando em uma via cuja velocidade é de 40km/h, e eu passar a 47km/h, não serei multado, pois estou dentro do limite de tolerância (47-7= 40km/h). Assim, atendendo à regulamentação, as imagens dos veículos somente são capturadas quando os mesmos trafegam acima do limite de tolerância da velocidade regulamentada.

Os equipamentos ligados à noite não favorecem assaltos?
Os problemas de segurança pública não devem influenciar nas providencias tomadas para garantir a segurança de trânsito. Os equipamentos são instalados em locais críticos e seu desligamento contribui para aumentar acidentes e transformar as ruas em verdadeiras pistas de disputa de racha, prática que tem sido perigosamente adotada principalmente por jovens aos finais de semana. Autoridades que autorizam o desligamento noturno assumem a responsabilidade por qualquer acidente no local (por omissão na fiscalização às regras de trânsito) além de deixar de prestar um serviço de segurança pública, visto que o trânsito é integrante desse conceito. 
As placas refletivas impedem a detecção? Os equipamentos da Perkons possuem tecnologia de detecção com flash infravermelho, portanto, a identificação dos caracteres das placas não é prejudicada pelo uso de mecanismos refletivos. Além disso, um ajuste no ângulo das câmeras usadas nos equipamentos aperfeiçoou a qualidade das imagens capturadas.A Perkons utiliza a luz infravermelha para a  captação de imagens desde o final de 1997. A diferença entre o flash branco e o infravermelho é que o infravermelho possui uma luz que os olhos não conseguem perceber, já o branco possui luz perceptível aos olhos, que satura a imagem registrada pelo equipamento, além de ofuscar a visão do motorista e criar situação de risco na via.
Quais as vantagens em relação à lombada física?Desde a sua invenção no início da década de 90, a lombada eletrônica se firmou como solução mais adequada para garantir que os veículos trafeguem dentro do limite de velocidade, em comparação à lombada física.Além de evitar solavancos, a lombada eletrônica evita o desgaste prematuro do cambio do veículo, do motor, sistema de freios e dos pneus. Outra vantagem é que não provoca aumento do gasto de combustível e diminui a emissão de gases poluentes.A legislação de trânsito recomenda o uso das lombadas eletrônicas. De acordo com o artigo 94 do Código de Trânsito Brasileiro, as lombadas físicas devem ser exceção, e só devem ser utilizadas se não houver outra solução para reduzir a velocidade.

Como foi inventada a lombada eletrônica?
Um acidente de trânsito provocado ao passar por uma lombada física foi o motivo que levou os sócios da Perkons a apostar em uma solução menos agressiva para a redução de velocidade.  Foi assim que surgiu a idéia de um equipamento para redução de velocidade de forma menos abrupta e que não causasse danos mecânicos aos veículos e poluição ambiental. Mãos à obra, a primeira lombada eletrônica foi instalada para testes em Curitiba, Paraná, em agosto de 1992. Na época, não existia no mundo equipamento semelhante. A ideia deu tão certo que hoje, além de ter lombadas eletrônicas em todo país, a empresa já começa a exportar os primeiros exemplares.

Por que há diferença entre a velocidade do display e o marcador do carro?
Esta diferença acontece porque a tecnologia do velocímetro é mecânica e a do equipamento é eletrônica, portanto, mais precisa. No caso do velocímetro digital, somente a parte informativa é digital, mas a leitura da velocidade é baseada em sistema mecânico tradicional, por isso sua precisão também depende de calibração adequada.

CD no pára-brisa evita ser multado?
A ideia de que o CD ofuscaria a imagem captada pela câmera não procede, já que os equipamentos da Perkons possuem tecnologia de detecção com flash infravermelho.

Equipamentos devem ser bem sinalizados?
O que precisa ser bem sinalizado é a velocidade nos diferentes trechos da via – SEMPRE. Esta sinalização deve estar sempre visível, legível e dentro dos padrões recomendados.
A Perkons atende à sinalização legal e vai além do previsto nas Resolução do Contran 396/11. Na via monitorada há uma placa indicativa de fiscalização eletrônica e até quatro placas regulamentares que indicam a velocidade da via.
Pontos críticos precisam de ampla sinalização e de equipamentos ostensivos – é necessário fazer o máximo para garantir a velocidade segura no local.
Vias expressas e rodovias devem possuir equipamentos sem sinalização de seu local exato. Pode ter placa que indique que a via é fiscalizada.

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